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	<title>Arquivos #tanaarea #sus #saude #fala #avanço #covid-19 - Tá na Área</title>
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		<title>Saúde diz que avanço da Covid em 2021 era imprevisível e agora corre por dinheiro fora do teto</title>
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		<pubDate>Fri, 19 Feb 2021 13:53:44 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Mesmo sem vacinas e com alertas de que a pandemia de Covid-19 geraria uma nova onda de contágio no Brasil, o Ministério da Saúde afirma que o crescimento dos casos em 2021 era imprevisível até o ano passado. Agora, com mais de mil mortes por dia há praticamente um mês, a pasta pede com urgência [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Mesmo sem vacinas e com alertas de que a pandemia de Covid-19 geraria uma nova onda de contágio no Brasil, o Ministério da Saúde afirma que o crescimento dos casos em 2021 era imprevisível até o ano passado.</p>
<p>Agora, com mais de mil mortes por dia há praticamente um mês, a pasta pede com urgência a liberação de recursos fora do teto de gastos.</p>
<p>O pedido por verbas foi feito em 29 de janeiro e argumenta que o avanço da Covid neste ano era incerto, de acordo com solicitação à qual a Folha de S. Paulo teve acesso.</p>
<p>A pasta comandada por Eduardo Pazuello pede créditos extraordinários, que ficam fora do Orçamento tradicional e fora da regra do teto (que barra o crescimento real das despesas da União).</p>
<p>A Constituição só permite o crédito extraordinário em casos urgentes e imprevisíveis e, como a pandemia chegou ao Brasil há quase um ano, não há consenso entre especialistas sobre o uso do argumento neste ano. O pedido passa por avaliações jurídicas internas para respaldar a visão do Ministério nesse e em outros pontos.</p>
<p>Para pedir os recursos fora do Orçamento, a pasta de Pazuello defende a imprevisibilidade baseada em dois argumentos. Um deles é que a doença arrefeceria porque havia &#8220;perspectiva da imunização&#8221;.</p>
<p>Apesar de mencionar tal expectativa, nenhuma vacina havia sido liberada até o fim do ano pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). As aplicações de CoronaVac só começaram em 17 de janeiro e as do imunizante da Oxford/Astrazeneca, em 23 de janeiro. Até agora, menos de 3% da população recebeu alguma dose.</p>
<p>A Saúde também diz em seu pedido que o agravamento da pandemia em 2021 não era uma certeza porque o número de mortes estava caindo no segundo semestre de 2020.</p>
<p>&#8220;A situação epidemiológica atualmente verificada não era certa em meados de 2020, quando da elaboração da proposta orçamentária em tramitação no Congresso Nacional, como indica a própria redução do número de casos e mortes no decorrer do segundo semestre de 2020, além da perspectiva da imunização&#8221;, afirma a pasta no documento.</p>
<p>A Covid estava em queda de julho a novembro, mas passou a subir novamente depois disso e chegou ao fim de dezembro com mais de 700 mortes, patamar similar ao observado em meados de maio – mês que antecedeu o platô de mil mortes diárias no ano passado.</p>
<p>Àquela altura, a OMS (Organização Mundial da Saúde) já alertava há meses sobre as novas ondas de Covid-19. Pelo menos desde abril a entidade mencionava a expectativa de novos impulsos no contágio, situação vivida no segundo semestre também por países como Alemanha, Itália, Portugal e Reino Unido.</p>
<p>Um parecer do time da AGU (Advocacia-Geral da União) que trabalha no Ministério da Saúde respaldou o pedido da pasta ao afirmar recentemente que &#8220;parecem estar presentes&#8221; os requisitos constitucionais para o credito extraordinário, considerando relevância, urgência e imprevisibilidade.</p>
<p>Mas a avaliação ainda está sendo aprofundada pelo Ministério da Economia para verificar a viabilidade da medida de acordo com as regras fiscais vigentes. A equipe econômica e o Congresso trabalham em uma cláusula de calamidade pública que flexibilizaria as normas e abriria a possibilidade de gastos neste ano.</p>
<p>Na equipe econômica, o pedido do Ministério da Saúde foi recebido com recomendação de cautela principalmente porque não está em vigor o estado de calamidade pública — o que demanda o cumprimento integral das regras fiscais.</p>
<p>Mesmo que o caso seja considerado de imprevisibilidade e os créditos sejam liberados — ficando, portanto, fora do teto —, o governo ainda tem duas grandes normas a obedecer nesse caso.</p>
<p>Uma delas é a meta de resultado primário (receitas menos despesas), que está definida em 2021 em um déficit de R$ 247 bilhões. A outra é a regra de ouro das contas públicas, que busca impedir endividamento para pagar despesas correntes e já está no limite.</p>
<p>A Saúde pediu inicialmente R$ 5,2 bilhões para enfrentar seis meses de pandemia e destinar a verba para leitos de UTI, pagamento de médicos e residentes, testes e outros itens. Segundo a pasta, os recursos são necessários porque suas verbas do Orçamento de 2021 já estão comprometidas com medidas habituais, como a manutenção do SUS (Sistema Único de Saúde).</p>
<p>Enquanto isso, o Orçamento de 2021 segue estacionado no Congresso, sem modificação de valores, desde abril do ano passado — quando foi enviado pelo Executivo. Desde então, a equipe econômica defendia a aprovação de propostas que cortavam outras despesas para liberar espaço orçamentário — o que até agora não foi adiante.</p>
<p>Sem revisão de gastos, governo e parlamentares falam publicamente sobre a flexibilização de regras fiscais para liberar despesas — destravando os créditos extraordinários e liberando verbas fora do teto para enfrentar a pandemia e suas consequências.</p>
<p>A pressão por mais gastos vem tanto do Congresso como dos governadores. &#8220;A pandemia não cessou e seguiremos enfrentando até final do ano a coexistência de diversas ondas dessa crise de saúde ocorrendo de maneira assimétrica e diversas regiões do Brasil&#8221;, afirmam os secretários estaduais de Fazenda em carta aos ministérios da Saúde e da Economia divulgada nesta quinta (18).</p>
<p>&#8220;Os efeitos da vacinação somente deverão repercutir em queda sustentada [&#8230;] a partir do segundo semestre. Urge um imediato aporte de novo orçamento de auxílio aos estados&#8221;, escrevem os secretários.</p>
<p>FOLHAPRESS</p>
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