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	<title>Arquivos #tanaarea #pesquisas #coronavirus - Tá na Área</title>
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		<title>Pesquisas buscam entender coronavírus e apontar formas de combate</title>
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		<pubDate>Mon, 27 Apr 2020 12:11:19 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>À medida que a pandemia do coronavírus se disseminou pelo mundo, espalhou-se também o esforço de pesquisadores para entender melhor o vírus, como ele é transmitido e o que pode ser feito para prevenir a infecção e tratar os pacientes que contraíram a doença decorrente dele, a covid-19. Repositórios de instituições do Brasil e do [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.tanaarea.com.br/brasil/pesquisas-buscam-entender-coronavirus-e-apontar-formas-de-combate/">Pesquisas buscam entender coronavírus e apontar formas de combate</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.tanaarea.com.br">Tá na Área</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>À medida que a pandemia do coronavírus se disseminou pelo mundo, espalhou-se também o esforço de pesquisadores para entender melhor o vírus, como ele é transmitido e o que pode ser feito para prevenir a infecção e tratar os pacientes que contraíram a doença decorrente dele, a covid-19.</p>
<p>Repositórios de instituições do Brasil e do exterior trazem diversos estudos, como o <em>site</em>da Organização Mundial da Saúde (OMS) que reúne <a href="https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/global-research-on-novel-coronavirus-2019-ncov" target="_blank" rel="noopener">pesquisas sobre o tema</a>, ou de periódicos famosos, como a revista Science, que também criou uma <a href="https://www.sciencemag.org/collections/coronavirus?IntCmp=coronavirussiderail-128" target="_blank" rel="noopener">seção específica</a> para divulgar investigações voltadas à pandemia</p>
<p>Algumas universidades ganharam relevância mundial com o monitoramento do avanço da pandemia, como a <a href="https://www.jhsph.edu/covid-19/" target="_blank" rel="noopener">Johns Hopkins</a>, dos Estados Unidos. No Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), centro de pesquisa vinculado ao Ministério da Saúde, não só sistematiza informações como vem promovendo diversos estudos sobre o vírus.</p>
<p>Vários cientistas se dedicaram a tentar entender melhor o coronavírus, por se tratar de uma nova modalidade. Ainda em fevereiro, pesquisadoras da Universidade de São Paulo (USP) conseguiram <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-02/pesquisadores-de-sp-fazem-sequenciamento-genetico-do-coronavirus" target="_blank" rel="noopener">sequenciar o gene</a> em apenas 48 horas. Um equipamento menor que um celular foi conectado a um computador por cabo USB.</p>
<p>A amostra foi lida por poros em escala nanométrica, ou seja, um milímetro dividido por milhão. As informações foram analisadas por um <em>software</em> que decodifica os dados, traduzindo a estrutura do vírus.</p>
<p>Outra frente de pesquisa sobre o novo coronavírus busca identificar a letalidade da doença decorrente dela, a covid-19. Um dos métodos envolve testar pessoas para verificar o percentual que desenvolveu anticorpos e, assim, calcular o montante que teria tido contato real com o vírus.</p>
<p>Pesquisa conduzida pela Universidade de Bonn, na Alemanha, divulgada em <span id="OBJ_PREFIX_DWT596_com_zimbra_date"><span id="OBJ_PREFIX_DWT403_com_zimbra_date" role="link">9 de abril</span></span>, encontrou o anticorpo em 14% da amostra, estimando um índice de letalidade de 0,37%. Para comparar, a taxa de mortes por influenza é de 0,1%. O estudo, contudo, foi contestado por outros grupos de pesquisadores.</p>
<p>Outra investigação, do Hospital Geral de Massaschussets, na cidade de Boston, nos Estados Unidos, identificou anticorpos em 31% da amostra. Contudo, os pesquisadores admitiram que a sorologia tinha 90% de efetividade e os participantes foram recolhidos na rua, o que pode relativizar os resultados.</p>
<p>No Brasil, o Centro Epidemiológico da Universidade de Pelotas (UFPel), em parceria com o Ministério da Saúde, iniciou uma <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-04/pesquisa-medira-nivel-de-propagacao-do-coronavirus-no-brasil" target="_blank" rel="noopener">investigação também baseada no grau de imunização</a> para mapear o avanço da pandemia no país.</p>
<p>Cerca de 33 mil pessoas, de 133 municípios brasileiros, serão submetidas ao teste rápido que detecta a presença de anticorpos IgM (de infecção mais recente) e IgC (de infecção mais antiga) a partir de amostras de sangue coletadas. De acordo com o ministério, o trabalho deve esclarecer três questões sobre o vírus no Brasil: o número de infectados, a velocidade com que o vírus tem se espalhado e a taxa de letalidade da covid-19 na região.</p>
<h2>Diagnóstico e prevenção</h2>
<p>O Ministério da Saúde reuniu informações sobre evidências de estudos em um documento denominado “<a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-04/covid-19-ministerio-consolida-orientacoes-para-prevencao-e-tratamento" target="_blank" rel="noopener">Diretrizes para Diagnóstico e Tratamento da Covid-19</a>”, que reúne as análises sobre a pandemia e seu combate, consideradas referências para o órgão.</p>
<p>No que se refere a medidas de prevenção, o texto reafirma recomendações já conhecidas, como lavar as mãos com desinfetante e álcool 70%, praticar etiqueta respiratória (como cobrir espirros) e evitar contato com outras pessoas, como medidas gerais de prevenção. O documento também recoloca a indicação de procurar atendimento médico se a pessoa apresentar sintomas como febre, tosse e dificuldade de respirar.</p>
<p>Sobre diagnóstico, outra frente tem sido o desenvolvimento de testes que possam ser mais baratos e rápido do que os disponíveis. Um exemplo é a investigação do <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-04/instituto-desenvolve-teste-rapido-para-detectar-covid-19" target="_blank" rel="noopener">Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Teranóstica e Nanobiotecnologia</a> (INCT TeraNano), sediado na Universidade Federal de Uberlândia (MG), que desenvolveu uma solução para testagem rápida de casos de covid-19 usando tecnologia que pode apresentar o resultado em 1 minuto.</p>
<p>A expectativa dos pesquisadores é que essa solução fique pronta até o início<span id="OBJ_PREFIX_DWT601_com_zimbra_date"> de maio</span>. Ela utiliza laser para decompor a saliva em grupos químicos. A análise é processada por meio de um sistema de inteligência artificial, fornecendo resultado rápido. Os testes rápidos utilizados no Brasil levam cerca de 30 minutos para dar o diagnóstico.</p>
<h2>Tratamentos</h2>
<p>Até a última atualização, a OMS tinha 614 estudos registrados. A organização disponibiliza uma <a href="https://www.who.int/emergencies/diseases/novel-coronavirus-2019/global-research-on-novel-coronavirus-2019-ncov/solidarity-clinical-trial-for-covid-19-treatments" target="_blank" rel="noopener">plataforma interativa</a> na qual qualquer interessado pode conhecer as pesquisas por país ou tipo de droga avaliada.</p>
<p>O maior deles é a “Solidarity Clinic Trial”. Nela, são avaliadas quatro opções de tratamento contra a covid para avaliar se as drogas analisadas contribuem para mitigar a evolução da enfermidade ou ampliar as condições de sobrevivência. A orientação da OMS é que até a existência de evidências, associações médicas e autoridades devem <span id="OBJ_PREFIX_DWT603_com_zimbra_date"><span id="OBJ_PREFIX_DWT409_com_zimbra_date" role="link">ter</span></span>cuidado ao recomendar algum desses tratamentos.</p>
<p>São avaliadas na pesquisas quatro remédios. Remdesevir é um droga utilizada no tratamento do vírus ebola. Ele já teve resultados promissores com outros tipos de vírus que causam Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). O Lopinavir é empregado no tratamento do vírus da aids. Até o momento, os estudos com ele foram inconclusivos.</p>
<p>O interferon beta-1ª é um medicamento adotado para tratar esclerose múltipla. Por fim, o medicamento que ganhou notoriedade no Brasil, a cloroquina, também é analisada pela pesquisa. Segundo a OMS, possíveis benefícios ainda demandam confirmações por novos testes.</p>
<p>Na plataforma da OMS eram registradas, na última semana, 17 pesquisas envolvendo o Brasil. Dessas, 13 são realizadas somente no país e quatro são pesquisas internacionais, que abrangem outras nações. Uma delas é a Solidarity Clinic Trial, da OMS. A Fiocruz é a responsável pela representação da iniciativa aqui.</p>
<h2>Cloroquina</h2>
<p>A cloroquina também ganhou visibilidade. Pesquisadores da Fundação de Medicina Tropical e da Universidade Estadual do Amazonas iniciaram um estudo para analisar a <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-04/covid-19-pesquisadores-analisam-eficacia-da-cloroquina" target="_blank" rel="noopener">eficácia da aplicação do produt</a>o no tratamento da covid-19. Os resultados preliminares apontaram riscos à vida dos pacientes que receberam altas doses da substância.</p>
<p>Os pesquisadores analisam o emprego de cloroquina em 81 pacientes em estado grave. A investigação envolveu a identificação das doses mais adequadas. No estudo, os pesquisadores viram que a aplicação de doses mais altas (600 miligramas), duas vezes ao dia por dez dias, teve efeito agressivo e gerou efeitos colaterais, como arritmia cardíaca ou até mesmo a morte.</p>
<p>Outro estudo, realizado por sete pesquisadores da Universidade de Virgínia, nos Estados Unidos, avaliou 386 pacientes e concluiu que as taxas de morte de pacientes que receberam a cloroquina e essa substância combinada com azitromicina foram maiores do que para os que não receberam.</p>
<h2>Outras drogas</h2>
<p>O Centro de Pesquisa em Energias e Materiais (CNPEM), vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, iniciou uma pesquisa para <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/saude/noticia/2020-04/pesquisa-identifica-medicamentos-que-podem-combater-o-coronavirus" target="_blank" rel="noopener">avaliar mais de 2 mil medicamentos</a> para verificar a eficácia contra a covid-19, todos eles já registrados no Brasil.</p>
<p>São analisadas substâncias diversas, como analgésicos, antibióticos ou anti-hipertensivos. Em resultados preliminares, dois tratamentos revelaram resultados promissores. Contudo, o CNPEM não revelou os nomes para evitar automedicação, como ocorre no caso da cloroquina.</p>
<p>Uma investigação da Fiocruz, divulgada no dia <span id="OBJ_PREFIX_DWT606_com_zimbra_date"><span id="OBJ_PREFIX_DWT412_com_zimbra_date" role="link">6 de abril</span></span> na plataforma internacional BiorXiv, avaliou a eficácia do atanazavir, utilizado para o tratamento de portadores do vírus da aids. Segundo resultados preliminares, a aplicação do remédio reduziu o ritmo de reprodução do vírus e ajudou a dificultar o avanço da doença.</p>
<p>“A análise de fármacos já aprovados para outros usos é a estratégia mais rápida que a ciência pode fornecer para ajudar no combate à covid-19, juntamente com a adoção dos protocolos de distanciamento social já em curso”, defende Thiago Moreno, pesquisador da Fiocruz.</p>
<p>Agência Brasil</p>
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