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	<title>Arquivos #tanaarea #enem #2022 - Tá na Área</title>
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		<title>Comunidades e povos tradicionais é tema da redação do Enem 2022</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Nov 2022 23:26:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2022 é “Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil”, conforme divulgado pelo Ministério da Educação. O tema vale para as duas versões do Enem: impressa e em computador. Especialista em redação e mestre em literatura indígena pela Universidade de [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://www.tanaarea.com.br/destaque/comunidades-e-povos-tradicionais-e-tema-da-redacao-do-enem-2022/">Comunidades e povos tradicionais é tema da redação do Enem 2022</a> apareceu primeiro em <a href="https://www.tanaarea.com.br">Tá na Área</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>O tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2022 é “Desafios para a valorização de comunidades e povos tradicionais no Brasil”, conforme divulgado pelo Ministério da Educação. O tema vale para as duas versões do Enem: impressa e em computador.<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1493590&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1493590&amp;o=node" /></p>
<p>Especialista em redação e mestre em literatura indígena pela Universidade de Brasília (UnB), a professora Ana Clara Oliveira avalia que o tema deste ano segue as tradições do Enem, com “uma pegada social muito forte” e tratando de um recorte muito específico: os povos e comunidades tradicionais.</p>
<p>“Mais do que se restringir a esses povos, o tema abrange os desafios que o resto da sociedade tem para valorizá-los”, disse à professora do cursinho de redação online Corujando.</p>
<p><strong>Eternamente contemporâneo</strong></p>
<p>“Como sempre, o Enem foi muito bem na escolha temática”, acrescentou a professora formada em Letras pela UnB. Segundo ela, trata-se de um tema “eternamente contemporâneo”, mas que ganha ainda mais força devido à situação atual do país – de luta de povos indígenas e tradicionais em defesa de suas terras e culturas – e também devido às recentes mudanças políticas, em um momento em que tão diferentes visões de sociedade se confrontam.</p>
<p>“É um tema contemporâneo a qualquer momento na história do nosso país. Sempre foi e continuará sendo cada vez mais contemporâneo, em especial com essa recente valorização [do tema, nacional e internacionalmente]. A academia tem prestado muita atenção no tema, e há políticas sendo anunciadas visando a valorização desses povos; para que as línguas nativas não morram e para que as comunidades sejam preservadas”, argumentou.</p>
<p><strong>Problema social silenciado</strong></p>
<p>Mestre em Linguística e fundadora do curso de redação <em>@lumaeponto</em>, a professora Luma Dittrich também não ficou surpreendida com o tema. “Foi exatamente o que esperávamos: um problema social silenciado; um tema-problema que segue a mesma tendência dos últimos anos”, disse ela.</p>
<p>Segundo Luma, o nível de dificuldade está, em geral, mais relacionado às habilidades esperadas do candidato do que propriamente com o tema. “O Enem não espera que o candidato demonstre conhecimento sobre o tema, mas sim capacidade de leitura e reflexão. Portanto, os candidatos que entenderam sobre o problema que está dentro do tema e argumentaram refletindo sobre ele se deram bem”, disse.</p>
<p><strong>Estereótipos</strong></p>
<p>A professora Ana Clara enumerou alguns argumentos-chave que podem ajudar nessa dissertação argumentativa. Ela alerta sobre algumas armadilhas que podem diminuir as notas dos candidatos, em especial relacionadas ao uso de estereótipos para se referir a povos ou comunidades tradicionais.</p>
<p>“Pode-se falar sobre reservas, leis de proteção, instituições formadas para garantir a proteção das comunidades. O problema é que, infelizmente, a parte específica da valorização desses povos não é muito abordada para os estudantes em suas rotinas acadêmicas. No caso dos indígenas, sempre vistos como entidade do passado. Nesse sentido, o que é mostrado aos estudantes, desde quando ainda crianças, são formas estigmatizadas, com cocares, bochechas pintadas e um barulhinho feito com tapinhas na boca, algo que ninguém sabe de onde foi tirado, mas que virou som característicos para designá-los”, disse.</p>
<p><strong>Argumentações</strong></p>
<p>“Infelizmente essas populações acabam não sendo vistas como pessoas que usam roupas, estudam, trabalham no cotidiano e estão inseridas na civilidade. São estigmatizadas e apresentadas necessariamente como aquela pessoa na floresta, nua, fazendo rituais. É uma visão muito destorcida que a população, de forma geral, tem e que a escola perpetua direta ou indiretamente. Sem falar nas situações em que, na rotina escolar, a cultura indígena é apresentada de forma generalizada, como se todos fossem iguais, e, por vezes, romantizada”, acrescentou em meio a sugestões sobre como trabalhar o tema.</p>
<p>Professor do curso de redação online <em>Me Salva!</em>, Filipe Vuaden disse que, por abrir possibilidades para a abordagem de diferentes povos e comunidades tradicionais, o tema do Enem deste ano abre um grande leque de argumentações.</p>
<p>“Em termos de dificuldade, é um tema bastante acessível porque abre a possibilidade de o candidato direcionar para diferentes povos ou comunidades tradicionais, como ribeirinhos, quilombolas, pantaneiros, caipiras, sertanejos, o que amplia as possibilidades de o candidato ter alguma referência para mobilizar o texto”, disse ele ao lembrar que a mídia tem noticiado largamente os povos indígenas por conta de serem alvos de conflitos com fazendeiros, madeireiros e grileiros.</p>
<p><strong>Proposta de intervenção</strong></p>
<p>“Há muito o que lembrar na hora da prova e levar para o texto, mas tendo como estratégia principal o domínio das competências de avaliação da prova. É preciso ter ciência de que, em algum momento do texto, é fundamental fazer referência a uma outra área de conhecimento ou disciplina, de forma a ajudar no embasamento da argumentação”, disse.</p>
<p>Vuaden acrescenta ser também aconselhável a apresentação de uma “boa proposta de intervenção para a abordagem que foi dada ao problema”. “No caso, como pensamos em desafios para valorização desses povos e comunidades, o candidato tem de pensar em uma maneira de valorizar ou superar esses desafios. Pode também usar informações históricas, porque desde o período da colonização brasileira os povos tradicionais vêm enfrentando problemas para manterem suas culturas e tradições vivas”.</p>
<p><strong>Borboleta e mariposas</strong></p>
<p>Entre as propostas de intervenção, a professora Ana Clara destaca a busca por representatividade no ambiente político. “Esta é uma questão vital, uma vez que a falta de representatividade é bastante explícita não só na política, mas também em novelas, livros. Sem representatividade, uma borboleta rodeada por mariposas continuará sendo mariposa, como dizia uma poetiza que adoro que é a Rupi Kaur”, argumentou a professora do Corujando.</p>
<p><strong>Competências</strong></p>
<p>Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o texto apresentado deve ser, em regra, dissertativo-argumentativo. Ou seja, as ideias defendidas precisam estar embasadas por explicações fundamentadas e por argumentações sobre o assunto. Para tanto, é apresentada uma situação-problema, além de textos motivadores, a partir dos quais os conceitos devem ser desenvolvidos, em até 30 linhas.</p>
<p>“As redações são avaliadas de acordo com cinco competências. A nota pode chegar a 1.000 pontos. Por outro lado, há critérios que conferem nota zero, como fuga ao tema, extensão total de até sete linhas, trecho deliberadamente desconectado do tema proposto, não obediência à estrutura dissertativo-argumentativa e desrespeito à seriedade do exame”, informou, em nota, o instituto.</p>
<p><em>*Matéria alterada às 19h05 para correção de erro de digitação e outras adequações no texto.</em></p>
<p>Agência Brasil</p>
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		<title>Assista ao especial Caiu no Enem</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Nov 2022 23:22:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>Confira, ao vivo, o especial Caiu no Enem, que aborda os principais assuntos tratados na avaliação deste domingo (13). Pelo oitavo ano seguido, os veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) transmitem o programa multiplataforma. A produção pode ser acompanhada na telinha pela TV Brasil, nas redes sociais do canal, na Rádio MEC AM, na Rádio Nacional AM e OC e no site da Agência Brasil. O [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p>Confira, ao vivo, o especial <em>Caiu no Enem</em>, que aborda os principais assuntos tratados na avaliação deste domingo (13).<img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1493591&amp;o=node" /><img decoding="async" src="https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1493591&amp;o=node" /></p>
<p>Pelo oitavo ano seguido, os veículos da <strong>Empresa Brasil de Comunicação (EBC)</strong> transmitem o programa multiplataforma. A produção pode ser acompanhada na telinha pela <strong>TV Brasil</strong>, nas redes sociais do canal, na <strong>Rádio MEC AM</strong>, na <strong>Rádio Nacional AM</strong> e <strong>OC</strong> e no <a href="https://agenciabrasil.ebc.com.br/" target="_blank" rel="noopener"><em>site </em>da <strong>Agência Brasil</strong></a>. O conteúdo também é transmitido pelas afiliadas que integram a Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP).</p>
<p>Os interessados podem participar pelas redes sociais com as <em>hashtags </em>#EBCnoEnem ou #CaiunoEnem para enviar dúvidas e comentários.</p>
<h2>Veja:</h2>
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<div>
<h2>Especial</h2>
<p>O<em> Caiu no Enem</em> tem a presença de professores no estúdio e a entrada ao vivo de repórteres com notícias e entrevistas. Os especialistas comentam, analisam e explicam os temas relevantes contemplados em cada prova e detalham itens do exame.</p>
<h2>Enem 2022</h2>
<p>Neste domingo (13), os candidatos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) resolveram 45 questões de ciências humanas e suas tecnologias que envolvem conhecimentos de história, geografia e sociologia.</p>
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<div class="dnd-atom-rendered">
<div class="shadow overflow-hidden rounded-lg d-block zoom-on-hover-sm shadow-hover w-100"><img decoding="async" class="flex-fill img-cover" title="Marcelo Camargo/Agência Brasil" src="https://imagens.ebc.com.br/eVDq0oybBhpHzD2o7wQc2Lgv1a4=/365x0/smart/https://agenciabrasil.ebc.com.br/sites/default/files/thumbnails/image/enem-2022_mcamgo_abr_131120221818-9.jpg?itok=ol7J8rXZ" alt="Candidatos comparecem a local de prova para a primeira etapa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2022." /></div>
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<h4 class="meta">Candidatos comparecem a local de prova para a primeira etapa do Enem. <strong>Marcelo Camargo/Agência Brasil</strong></h4>
</div>
</div>
<p>Os estudantes também fizeram o exame de linguagens, códigos e suas tecnologias. Foram 40 questões de língua portuguesa e cinco de inglês ou espanhol. Os participantes ainda escreveram uma redação. Ao todo, foram cinco horas e meia para entregar o cartão de respostas.</p>
<p>No próximo domingo (20), as provas serão de matemática, com 45 questões, e de ciências da natureza, também com 45 questões, abrangendo disciplinas como física, química e biologia. O tempo de duração da segunda prova é de cinco horas.</p>
<h2>Plataforma Questões Enem</h2>
<p>A <strong>EBC </strong>também<strong> </strong>oferece um sistema que reúne as provas aplicadas no Enem desde 2009. A plataforma gratuita <a href="https://questoesenem.ebc.com.br/" target="_blank" rel="noopener">Questões Enem</a> permite que os estudantes testem seus conhecimentos.</p>
<p>O interessado pode escolher diferentes áreas de conhecimento para aferir o resultado de seus estudos. O banco seleciona questões de maneira aleatória para que o aluno possa resolvê-las. A página busca ajudar os candidatos ao facilitar o acesso e familiarizá-los comas mais recentes abordagens da avaliação.</p>
<p>A plataforma grava quais questões o estudante já respondeu e cria um teste personalizado a cada acesso. As informações fornecidas no preenchimento de cadastro de usuário não são repassadas a terceiros pela EBC, conforme a política de privacidade.</p>
<p>Agência Brasil</p>
</div>
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