O ex-governador da Paraíba e pré-candidato ao Senado, João Azevêdo (PSB), vive um momento de contrastes no cenário político estadual: ao mesmo tempo em que caminha para consolidar apoios estratégicos, também começa a lidar com sinais de enfraquecimento em sua base no interior.
Do lado positivo, Azevêdo deve contar com o apoio do atual prefeito de João Pessoa, Léo Bezerra. Recentemente, os dois voltaram a se falar após João ligar para parabenizar Léo pela ascensão ao comando da capital paraibana. O gesto foi interpretado como mais um sinal da relação próxima entre ambos, marcada por diálogo e alinhamento político.
Nos bastidores, a tendência de apoio é atribuída não apenas ao perfil conciliador de Léo Bezerra, mas também a um sentimento de gratidão política. Foi João Azevêdo quem indicou Léo como vice-prefeito nas duas últimas eleições municipais, movimento que ajudou a projetar sua trajetória até chegar à Prefeitura de João Pessoa.
Por outro lado, o cenário não é de total tranquilidade para o ex-governador. Após deixar o comando do Estado, João começa a enfrentar uma possível debandada de aliados municipais. A expectativa é de que pelo menos 15 prefeitos, antes alinhados à sua pré-candidatura, reavaliem o apoio.
Entre os nomes já conhecidos que podem se afastar estão Bal, de Pedras de Fogo; Tintin, de Aguiar; e Manuel Moleque, de São José de Caiana, o que acende um alerta dentro do grupo político de Azevêdo.
Com o apoio consolidado na capital, mas enfrentando incertezas no interior, João Azevêdo entra em uma fase decisiva na construção de sua candidatura ao Senado, tendo como desafio equilibrar articulação política e manutenção de sua base aliada em todo o estado.




