Lula sonha com MDB na vice

Alckimin cumprimenta Lula antes de embarque do presidente para Riade, na Arábia Saudita (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

O PT já comunicou à direção do MDB que o partido tem preferência na indicação do vice na chapa de Lula à reeleição, em detrimento de Geraldo Alckmin. O atual vice-presidente só continua no posto caso o MDB não consiga uma unidade mínima em torno do projeto de reeleição. Na prática, essa unidade é o apoio – ou a declaração de neutralidade – da maioria dos diretórios estaduais.

Encabeçadas pelo presidente do PT, Edinho Silva, as conversas com membros do MDB ganharam força dias antes da comemoração dos 46 anos do PT em Salvador, no último fim de semana. Dirigentes petistas foram informados no evento sobre a negociação. No MDB, os nomes preferidos para vice são do governador do Pará, Hélder Barbalho, e do ministro dos Transportes, Renan Filho.

A maioria, no entanto, considera o acordo improvável, diante da exigência de apoio do MDB à candidatura de Lula. Sem o MDB, Alckmin segue no posto na disputa pela reeleição.

Lula acena para uma composição de chapa com o MDB desde 2024, apesar de que o sonho petista para a vice fosse o PSD, de Gilberto Kassab, que agora tem três pré-candidatos à presidência.

A decisão na vice de Lula condiciona os planos do PT para a eleição em São Paulo. O candidato a governador sairá dessas três opções: Fernando Haddad, Geraldo Alckmin ou Simone Tebet. Pesquisas internas do PT colocam os três com índices muito próximos de intenção de voto, com uma pequena vantagem para Haddad e Alckmin.

Na avaliação da direção nacional do PT, o cenário paulista é mais favorável do que em 2018 e 2022. O partido considera possível manter o patamar de votos obtido por Lula na última eleição no estado, pouco abaixo de 45%, e avalia que uma candidatura de Haddad ou Alckmin levaria a disputa contra o governador Tarcísio de Freitas ao segundo turno.

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