Política

Lígia projeta ascensão e candidatura natural à reeleição com desgaste e falta de competitividade de João Azevedo

26 de dezembro de 2017

Lígia Feliciano pretende usar o direito natural de se reeleger governadora da Paraíba.

O ano de 2017 está chegando ao fim, mas os bastidores políticos da Paraíba continuam fervendo e produzindo novidades, sendo a mais recente protagonizada por ninguém menos que a vice-governadora Lígia Feliciano, que estrela as inserções do seu partido, o PDT, sustentando a defesa do governo que faz parte e mostrando disposição de que pretende fazer uso do direito natural de reeleição, caso assuma a cadeira principal do Palácio da Redenção em abril de 2018. A cada vez mais provável candidatura de Lígia já ganhou manifestação pública de apoio de Ciro Gomes, virtual candidato à Presidência da República pelo PDT, e conta com a simpatia de algumas figuras de proa da cúpula governista, que silenciosamente estimulam a postulação da vice-governadora.

Nos últimos dias, de posse de aferições qualitativas e diante do episódio rotulado como “escândalo do marajá”, no qual o Tribunal de Contas do Estado (TCE) aponta que o secretário e pré-candidato ao Governo do Estado pelo PSB, João Azevedo, teria recebido em apenas 10 meses, com o pagamento de salário, jetons, aposentadoria e afins, quase meio milhão de reais, a vice-governadora Lígia Feliciano tem cada vez mais certeza que será a candidata do esquema governista nas eleições de 2018.

O deputado federal Damião Feliciano (PDT), a interlocutores mais próximos, projeta um cenário promissor para os planos da esposa a partir de abril, com o iminente afastamento do governador Ricardo Coutinho (PSB) para ser candidato ao Senado Federal, uma vez que Lígia estará com a “caneta”, as “chaves do cofre” e toda a mídia governamental para fazer o que João Azevedo não fez até aqui, conta uma fonte próxima do casal.

Em passagem recente por João Pessoa, o ex-senador e presidenciável Ciro Gomes, defendeu o nome da vice-governadora, destacando sua competência e seriedade “com a coisa pública”, o que empolgou a família Feliciano cair nas articulações políticas e a projetar novas perspectivas a partir de janeiro de 2018.