Política

João Azevêdo divulga que novo contrato reduz quase R$ 4 milhões custo do Trauma e coloca Ricardo em maus lençóis

03 de julho de 2019

O governador João Azevêdo (PSB), como na música ‘Tô nem aí’, de Luka, acaba de deixar o seu antecessor e padrinho político Ricardo Coutinho em maus lençóis. É que ao anunciar uma economia mensal de R$ 3,7 milhões com o novo contrato de terceirização com o Instituto Acqua, de Santo André, para administração do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, Azevêdo terminou por reconhecer que o ‘modelo’ adotado pelo seu antecessor com a Cruz Vermelha não era nem um pouco saudável para as finanças do Estado.

Aliás, segundo informações do próprio governo, a intervenção no Hospital de Trauma e a posterior substituição da Cruz Vermelha pelo Instituto Acqua teria resultado numa economia de R$ 3,7 milhões. Para se ter uma idéia da cifra, o valor que daria para comprar cinco tomógrafos de última geração.

A Cruz Vermelha gaúcha, que aterrissou na Paraíba pelas mãos do  então governador Ricardo Coutinho (PSB), em 2011, e que recebeu mais R$ 1 bilhão em recursos públicos por meio de um contrato cuja vigência só foi encerrada na última semana, em meio aos desdobramentos da Operação Calvário, que colocou atrás das grades toda cúpula da Organização Social e auxiliares diretos da administração estadual, a exemplo da ex-secretária Livânia Farias (Administração), e que terminou ‘derrubando’ secretários do atual governo, como Waldson Souza (Planejamento, Gilberto Carneiro (Procuradoria) e Cláudia Veras (Saúde), tem muito a explicar as autoridades, tinha um custo de quase R$14 milhões mensais.

Agora, no contrato emergencial determinado pelo governador João Azevedo (PSB), a despesa caiu para R$ 10,2 milhões, ou seja, para prestar os mesmos serviços que a Cruz Vermelha gaúcha, a Acqua vai custar quase R$ 4 milhões a menos por mês, o que só reforça todos os  elementos apurados e publicizados até aqui pela força tarefa da Operação Calvário.