Política

Ex-governador solta verbo, sugere que deputados estaduais, federais e Veneziano deveriam ter gratidão pelos mandatos e desdenha de João Azevêdo: “tinha apenas 2% de conhecimento”

11 de setembro de 2019

O ex-governador Ricardo Coutinho resolveu engrossar o discurso contra quem não tem aceito a sua ascensão ao comando do PSB paraibano, após intervenção promovida pela direção nacional da legenda e que depôs Edvaldo Rosas, democraticamente eleito e com mandato até 2022. Em tom irônico, o mesmo adotado em outras oportunidades pelas deputadas Estela Bezerra e Cida Ramos, ambas umbilicalmente ligadas ao ex-governador, Coutinho voltou a lembrar que o atual governador era uma figura anônima na política “com apenas 2% de conhecimento” e garantiu, em primeira pessoa, no mais autêntico estilo, que “a decisão está tomada, presidirei o partido por algum tempo, reestruturarei, estarei do lado dos nossos candidatos a prefeito, e esse é um compromisso meu, de vida”.

Em tom acre, Coutinho, disse, em entrevista a uma emissora de rádio de Serra Branca, que sua ascensão à presidência não é apoiada por ingratos e desleais. “Não entendo que alguns de forma ingrata e desleal não concordariam com o meu nome para presidir o partido. A decisão está tomada, presidirei o partido por algum tempo, reestruturarei, estarei do lado dos nossos candidatos a prefeito, e esse é um compromisso meu, de vida”, disparou.

O ex-governador também desdenhou dos deputados estaduais e até do senador Veneziano Vital do Rêgo que, na opinião do ex-governador, deveriam agradecê-lo pelo mandato conquistado ao invés de se posicionarem contra o seu nome na presidência. “Quer dizer que eu sirvo para eleger senador, governador que há quatro meses da eleição tinha 2% de conhecimento, para fazer uma bancada de 22 deputados estaduais três deputados federais, agora eu não sirvo para presidir o partido o qual eu construí ao longo desses anos todos? Tem alguma coisa que não se encaixa aí, alguma verdade que ainda não foi dita”, exclamou.