Ex-governador diz que STF virou ‘abrigo’ de criminosos

O candidato Romeu Zema durante o debate dos candidatos a governador de Minas Foto: Agência Estado

O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) fez críticas ao Supremo Tribunal Federal e ao governo federal durante evento da Associação Comercial de São Paulo nesta segunda-feira (13). Pré-candidato à Presidência, ele afirmou que o país vive a maior “crise moral” de sua história.

Sem detalhar as acusações, Zema disse que o Supremo “parece abrigar criminosos”.

“STF era um lugar que tínhamos uma certa confiança, mas já estava cheirando mal há alguns anos. Agora, aflorou toda a podridão que está lá dentro”, declarou.

O ex-governador também afirmou que o cenário político deve ter resposta nas eleições.

“Estamos vivendo a maior crise moral da história do Brasil. Nós estamos assistindo lá em Brasília a farra daqueles que se consideram intocáveis. As urnas vão responder. Nós vamos ter, se não tivermos até outubro, mudanças. O clima de indignação que eu percebo nunca esteve tão grande”, disse.

Zema também criticou propostas do governo para mudanças na jornada de trabalho. Segundo ele, a discussão sobre o fim da escala 6×1 é “populismo do PT” em ano eleitoral.

“O Lula e o PT estão aproveitando do momento eleitoral para dar o que eles alegam ser prêmio, o que na verdade é nocivo para boa parte da população. É o populismo do PT, não podemos esperar nada de diferente”, afirmou.

O ex-governador defendeu a criação de novos modelos de relação de trabalho, como contratos mais flexíveis e remuneração por hora, em alternativa à Consolidação das Leis do Trabalho. A discussão sobre a jornada de trabalho deve avançar no Congresso nesta semana, com análise prevista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

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