Política

Deputado solta verbo, revela decepção e diz que Operação Calvário morreu por conta de ‘interferências externas’

01 de outubro de 2019

O deputado estadual Wallber Virgolino (Patriota) sentenciou nesta terça-feira (1º), durante contato com a imprensa que cobre o dia a dia da Assembleia Legislativa, que a Operação Calvário ‘morreu’ e que a causa teriam sido ‘interferências externas’. “A Operação morreu. Ela não tem perspectiva de continuar. Houve influência externa, sim, e infelizmente isso é muito ruim para a Paraíba”, e apelou: peço ao Ministério Público, ao judiciário e, sobretudo aos homens e mulheres de bem, porque essa é a hora de passar a Paraíba a limpo, porque não teremos outra oportunidade”.

O parlamentar disse estar bastante triste, porque, segundo ele, a operação tinha tudo para passar a política paraibana a limpo. “Uma política podre em todos os poderes, que não beneficia ao povo, a democracia e a Paraíba como um todo”, fustigou.

Virgulino deixou claro que essa é uma avaliação sua e com base nos últimos movimentos, especialmente de agentes e figurões implicados com a Operação Calvário.

Sobre

A Operação Calvário foi desencadeada no dia 14 de dezembro de 2018 para investigar núcleos de uma organização criminosa, gerida por Daniel Gomes da Silva, que se valeu da Cruz Vermelha Brasil – filial do Rio Grande do Sul (CVB/RS) e do Ipcep como instrumentos para a operacionalização de um esquema de propina no Estado da Paraíba. A organização seria responsável por desvio de recursos públicos, corrupção, lavagem de dinheiro e peculato, através de contratos firmados junto a unidades de saúde do Estado, que chegaram a R$ 1,1 bilhão. A Orcrim possuía atuação em outras unidades da federação, e exemplo do Rio de Janeiro. Até agora, foram realizadas três fases e a investigação segue em andamento.