Política

Datafolha: 63% dos brasileiros defendem a renúncia de Temer ainda este ano

12 de dezembro de 2016

temerO presidente Michel Temer (PMDB) sofreu uma vertiginosa queda de popularidade desde julho. Uma nova pesquisa divulgada pelo Datafolha neste domingo apurou que 51% dos brasileiros consideram a gestão do peemedebista ruim ou péssima. Este índice era de 31% em julho. Junto ao quadro, o levantamento também identificou a queda na confiança na economia, que chegou a níveis pré-impeachment.

Já aqueles que veem o governo Temer como regular correspondem a 34%. Na pesquisa anterior, eles eram 42%. O levantamento, que ouviu 2.1828 pessoas com 16 anos ou mais, foi feito entre 7 e 8 de dezembro, antes dos novos detalhes de delação da Odebrecht com menções a Temer serem divulgados.

O levantamento indica que 40% dos entrevistados consideram o governo dele pior do que o da ex-presidente Dilma Rousseff, enquanto 34% acham igual e 21%, melhor. Os 5% restantes não souberam responder à questão. A média conferida ao desempenho do atual presidente é de 3,6 numa escala de zero a dez.

A imagem do peemedebista se mostrou arranhada. O Datafolha aponta que 65% consideram o presidente “falso”; 50% o julgam “autoritário” e 58%, “desonesto”. E ainda, 75% acham que ele defende os mais ricos; 63% indicaram que Temer é “muito inteligente”.

MAIORIA É FAVORÁVEL À RENÚNCIA DE TEMER

O Datafolha mostra que 63% dos brasileiros defendem a renúncia de Temer ainda este ano para que haja eleições diretas. Por outro lado, 27% se mostraram contra à ideia e 6% se disseram indiferentes ao tema; 3% não souberam responder. Para que realização de novas eleições se concretize, seria preciso que o presidente deixasse o cargo nas semanas restantes de 2016. Se isso ocorrer a partir do ano que vem — início dos dois últimos anos de mandato —, a eleição é indireta, feita pelo Congresso.

Em julho, durante o processo de impeachment de Dilma, a parcela dos entrevistados que defendia a renúncia da ex-presidente e do então vice, era praticamente a mesma (62%); 30% eram contrários e 4% não tinham opinião sobre o assunto.

Com informações do G1