A presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) na Paraíba, Cida Ramos, declarou que uma aliança com ‘os Cunha Lima’ depende de que lado eles estarão, politicamente, e que Pedro Cunha Lima não é palmatória do mundo, ao comentar sobre a declaração dele de neutralidade e afastamento em relação a Lula e Bolsonaro. Em entrevista ao programa Arapuan Verdade, nesta quinta-feira (08/01), Cida apontou que o grupo da família Cunha Lima tem uma divisão, já que estão sinalizando apoio a pré-candidatos diferentes a governador.
Cunha Lima
Questionada se os membros da família Cunha Lima somam negativamente na hora de avaliar as alianças para as Eleições 2026, para o PT, Cida respondeu diretamente.
“Depende de onde os Cunha Lima vão estar. Pelo que eu sei, Bruno Cunha Lima está com o PL e com Efraim, obviamente com os bolsonaristas. Falta saber da outra parte dos Cunha Lima. Eu entendia que era um grupo só, mas já está havendo uma divisão”, opinou a presidente do PT na Paraíba, como verificou o ClickPB.
Pedro Cunha Lima e a “palmatória do mundo”
O apresentador do Arapuan Verdade, Clilson Júnior, lembrou que Pedro Cunha Lima sempre disse que extinguia, para ele, o apoio a Lula e Jair Bolsonaro e Cida questionou Pedro.
“Mas aí, para extinguir Lula e Bolsonaro, ele precisa dizer o que é. Eu tenho uma relação de respeito a Pedro, converso com ele sem problema nenhuma. Mas Pedro não é palmatória do mundo e ele precisa de posições políticas claras porque, assim como ele diz ter valores, nós também temos. Agora, nós queremos colocar esses valores na mesa, queremos posições políticas claras, porque não adianta eu dizer: ‘os meus valores são os melhores. Eu sou acima de qualquer coisa’ e, na prática, a gente não ver ação. O que a gente quer é discutir, é colocar as coisas na mesa e assumir compromissos. Nós vamos querer essa discussão de forma tranquila e leal, mas a gente quer uma opinião”, cobrou Cida.
Cícero e Efraim
Sobre a declaração de Cícero Lucena, o qual disse que poderia aceitar o apoio de Efraim Filho em um segundo turno para governador, Cida Ramos apontou que esse cenário cria dificuldades do PT fechar aliança com a chapa de Cícero.
“Cria dificuldades porque, nessa eleição, nós vamos ter discussões profundas sobre que tipo de estado e país nós queremos e Efraim vai estar em um campo e a gente vai estar no outro”, relatou.
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