Política

Camarotti desmente jornalista paraibano sobre avaliação de políticos do estado

02 de dezembro de 2016

img_2477O jornalista Gerson Camarotti, da TV Globo, que esteve em João Pessoa participando, a convite, de um evento da Unicred, onde fez intervenções sobre assuntos políticos e temas variados, ficou “chateado”, nas suas palavras, com julgamentos negativos sobre senadores paraibanos que lhe foram atribuídos pelo jornalista Marconi Ferreira, dono de um blog na capital paraibana. Ferreira disse que Camarotti teria opinado que dos três senadores paraibanos apenas Cássio Cunha Lima, do PSDB, tem repercussão e visibilidade, enquanto Raimundo Lira e José Maranhão, do PMDB, seriam obscuros como parlamentares. Num e-mail endereçado ao senador Raimundo Lira, Camarotti nega peremptoriamente conceitos que supostamente teria proferido e assevera que algumas impressões suas, em tom aleatório, foram inteiramente distorcidas por Marconi Ferreira.

Camarotti ficou profundamente decepcionado com a matéria de Marconi Ferreira envolvendo o seu nome e lembrou que no seu histórico profissional nunca cometeu deslealdade com colegas de imprensa nem manipulou notícias, contra ou a favor de quem quer que seja. De acordo com o blog paraibano, Camarotti sustentara, sobre José Maranhão, que o senador e ex-governador adquiriu certa projeção quando designado para presidir a Comissão de Constituição e Justiça mas “não apareceu muito” daí em diante. Sobre Raimundo Lira é descrito como integrante do “baixo clero” e, portanto, não figura como líder de destaque em Brasília, tendo virado notícia apenas quando assumiu a presidência da Comissão Processante do impeachment de Dilma Rousseff, então afastada da presidência da República. As críticas teriam atingido, também, o governador Ricardo Coutinho, do PSB, “que não é falado no Distrito Federal”. Apenas o partido a que Ricardo é filiado, o PSB, tem posição destacada na mídia.

O senador Raimundo Lira, de posse do e-mail do jornalista Gerson Camarotti desmentindo conceitos pessoais contra ele veiculados no blog do jornalista Marconi Ferreira, salientou que, enfim, a verdade foi restabelecida “por quem de direito”, no caso, o profissional da TV Globo. “O que foi reproduzido foi um amontoado de expressões antiéticas, aparentemente forjadas para denegrir líderes políticos paraibanos”, frisou Raimundo Lira, aduzindo que a sua trajetória tem tido reconhecimento da maioria dos jornalistas e da opinião pública. O peemedebista lamentou que na Paraíba, “celeiro de grandes talentos jornalísticos e de fulgurantes expressões culturais”, um jornalista, isoladamente, se utilize de expediente difamatório para atingir personalidades que atuam na vida pública. “A orquestração dá a impressão de um gesto de má-fé ou de desinformação pura do jornalista”, frisou, alertando sobre o “efeito bumerangue” que ele explica assim: “Se a intenção foi a de abalar a credibilidade de políticos paraibanos, quem ficou mal posicionado foi o jornalista do mencionado blog, que demonstrou descompromisso com a exatidão da matéria e desconhecimento de normas elementares do jornalismo”, verberou Raimundo Lira.

“O episódio deve servir de lição para jornalistas, parlamentares e agentes públicos. Felizmente a Paraíba me conhece, como de resto sou conhecido nos ambientes parlamentares e na esfera de poder em Brasília. Não fosse assim nem tivesse competência, não teria eu recebido missões espinhosas como a de presidir a Comissão Processante do Impeachment da presidente Dilma, onde procurei me pautar como um magistrado, independente do meu voto pessoal, assegurando amplo legítimo de defesa às partes envolvidas. Na primeira vez em que me elegi senador, em 86, presidi a Comissão de Assuntos Econômicos, uma das mais influentes do Senado, e sempre regi meu comportamento pela defesa do interesse público. As acusações assacadas constituem aleivosias, em boa hora desmontadas por um profissional da estirpe de Gerson Camarotti, que tem outra visão e outro compromisso com a responsabilidade social do jornalismo”, finalizou o senador Raimundo Lira.

Abaixo o e-mail enviado pelo jornalista Gerson Camarotti:

Caríssimo senador Raimundo Lira,
Li com surpresa a notícia divulgada na Paraíba distorcendo minha fala numa recente palestra que dei em João Pessoa.

O que foi divulgado não corresponde ao que falei.

Fui questionado durante a palestra sobre o perfil da bancada da Paraíba no Senado.

Fiz uma análise sóbria dos três integrantes da bancada, sem adjetivação positiva ou negativa.

Qualquer adjetivação tiraria minha isenção para cobrir o Senado.

Nessas mais de duas décadas na cobertura política em Brasília, a única coisa que tenho perseguido é a busca da verdade.

Por isso, fiquei chateado ao ler frases atribuídas a mim nesta palestra.

Não qualifiquei em nenhum momento qualquer um dos senadores como sendo do “baixo clero”. Até porque, na minha avaliação, não há baixo clero no Senado.

Também citei que a bancada paraibana na Câmara e no Senado refletia de forma clara um estado extremamente politizado.

Ainda fui questionado sobre uma eventual candidatura do governador Ricardo Coutinho à presidência da República em 2018.

Foi então que falei que esse cenário não era cogitado em Brasília. E que o nome forte do PSB numa eventual disputa, Eduardo Campos, morreu num trágico desastre de avião em 2014. Na notícia divulgada na Paraíba, mais uma vez, minha fala foi distorcida.

Fico triste que o meu nome tenha sido usado de forma indevida para distorcer fatos e análises.

No mais…

Obrigado pela sua atenção.
Meu abraço,

Gerson Camarotti