Bayeux corre risco de colapso com fim de contrato milionário e falta de convocação de concursados

A poucos dias do encerramento do contrato milionário de terceirização da educação, a cidade de Bayeux vive um cenário de incerteza que pode comprometer diretamente a prestação do serviço público na rede municipal de ensino. O contrato de mais de R$ 16 milhões firmado pela gestão da prefeita Tacyana Leitão com a empresa Solserv Serviços Limitada chega ao fim nesta quarta-feira (20), sem que a Prefeitura tenha realizado, até agora, o chamamento necessário dos aprovados no último concurso público da educação.

A situação expõe o risco iminente de colapso administrativo em um setor essencial para milhares de estudantes e famílias do município. Isso porque, apesar da realização do concurso, a gestão municipal optou por manter a política de terceirização e contratação temporária, deixando em segundo plano a convocação dos concursados.

Após uma verdadeira guerra jurídica, marcada por questionamentos e decisões judiciais, a Prefeitura de Bayeux acabou obrigada a convocar os primeiros aprovados. Ainda assim, o quantitativo anunciado está muito abaixo da real necessidade da rede municipal de ensino, sobretudo diante do encerramento do contrato terceirizado que atualmente sustenta boa parte da mão de obra na educação.

O impasse levanta uma série de questionamentos: quem irá ocupar as funções atualmente desempenhadas pelos terceirizados? Como ficará o funcionamento das escolas municipais? Haverá interrupção de serviços? A gestão municipal pretende renovar contratos temporários ou promover novas terceirizações?

Enquanto professores, servidores, pais e alunos convivem com a insegurança, cresce a pressão para que a Prefeitura apresente uma solução concreta e imediata. Afinal, a educação pública não pode ficar refém da improvisação administrativa.

Com a palavra, a prefeita Tacyana Leitão.

Compartilhe: