Política

Aguinaldo Ribeiro descarta integrar chapa majoritária das oposições nas eleições de 2018

25 de dezembro de 2017

“Eu sou candidato a deputado federal. Acho que tenho um papel ainda a cumprir na Câmara dos Deputados e agradeço a Deus por ter tido a oportunidade de ajudar a Paraíba e é nesse sentindo que estamos trabalhando para consolidar a nossa reeleição”. Foi o que declarou o deputado Aguinaldo Ribeiro (PP) quando indagado pela imprensa se poderia integrar uma chapa majoritária nas eleições de 2018.

O deputado se disse muito focado na sua candidatura e que o futuro a Deus pertence. Por enquanto, Aguinaldo Ribeiro disse que tem um grande desafio de comandar a bancada do governo MichelTemer, que tem apenas 6% de aprovação do povo brasileiro conforme recente pesquisa do Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), divulgada na quarta-feira (20).

“É uma experiência muito rica e desafiadora porque nós temos ali, todo tipo de matérias que tratam de diversos interesses e de diversos temas da sociedade brasileira e na verdade todas elas passam pela liderança do governo, onde nós procuramos buscar o entendimento na articulação para aprovarmos as de interesse do país ouvindo o povo através dos seus parlamentares”, disse.

Ele explicou ainda que ao mesmo tempo em que é difícil conciliar os interesses, é muito rico poder fazer o debate, discutir o mérito para chegar ao final em Plenário para ser apreciada e votada.

Sobre a polêmica Reforma da Previdência, o deputado afirmou que se não for aprovada com celeridade, o país tem um aumento no déficit de R$ 50 bilhões por ano.

“No ano que vem serão retirados recursos da Educação, Saúde e da Infraestrutura para cobrir o déficit da Previdência”, salientou.

Segundo ele, só para se ter uma idéia, nos últimos 15 anos, só na Previdência pública do país se gastou R$ 1, 292 trilhão para atender cerca de um milhão de beneficiários, enquanto no setor Saúde para atender 200 milhões de brasileiros, foram gastos R$ 1, 250 trilhão.

Portanto, conforme o líder da bancada, o governo terá que fazer um esforço enorme para votar a Reforma da Previdência e ele espera conseguir convencer os pares na Câmara Federal.