Paraíba

Hospital do Estado sofre ‘intervenção branca’ após diretora barrar MP e fazer curso com dinheiro público

21 de setembro de 2019

Em meio a uma série de denúncias de assédio moral e até sexual, segundo informações de conhecimento de autoridades, a diretora do Complexo Hospitalar Clementino Fraga, na Capital, Thaís Matos, acaba de sofrer mais um revés. Por determinação do governador João Azevedo, a gestora está proibida de assinar, mandar, comprar ou desfazer qualquer coisa no hospital.

A medida que transforma a diretora do hospital especializado em doenças infectocontagiosas numa espécie de ‘Rainha da Inglaterra’ foi tomada após o governador tomar conhecimento de mais algumas peripécias da gestora, a mais recente um curso de pós-graduação que teria feito às custas dos cofres públicos. O problema é que Thaís não é servidora efetiva, o que seria vedado pela lei o custeio da qualificação pelos cofres públicos.

Dois outros casos também teriam chegado ao conhecimento de João Azevedo. O mais grave foi que a gestora hospitalar teria barrada a entrada do Ministério Público, que teria ido um loco verificar as denúncias de assédio. O fato irritou o governador, a ponto de promover uma intervenção branca no hospital.

Outro caso foi de uma negativa de atendimento a um paciente que teria procurado o hospital. Até a Polícia foi chamada para conter os familiares do paciente que ficaram irritados com a atitude da direção.