Paraíba

Em protesto na UFPB, professores e estudantes desdenham do nome de Deus e ironizam:”Senhor leve essa reforma da previdência e o presidente Bolsonaro para os quintos dos infernos”; veja vídeo

06 de agosto de 2019

O ambiente universitário brasileiro é marcado pela pluralidade de pensamento, em que pesem os exageros aqui e acolá registrados, muitas vezes por conta do ativismo político de alguns. Com direito a caixão, coroa de flores, cremação e palavras não tão de ordens assim, inclusive fazendo pouco caso ou caso algum com o nome de Deus, do tipo “Senhor leve essa reforma da previdência e o presidente Bolsonaro para os quintos dos infernos”, estudantes e professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) promoveram um protesto, ontem, contra o governo federal, com direito até a “enterro”.

Legítimo, o protesto chamou muito mais a atenção pela forma pouco ou nada respeitosa contra o nome de Deus do que contra as bandeiras defendidas. Em total afronta aos cristãos, os estudantes e professores que participaram do movimento, ocorrido no Centro de Vivência da UFPB, desdenharam do segundo mandamento da igreja cristã, que é o de chamar o nome de Deus em vão, também presente na Bíblia, no livro de Êxodos. “Não pronunciarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão” (Êxodos 20,7).

Veja vídeo:

Nada contra a postura de oposição às políticas do governo federal, o que é absolutamente legítimo numa democracia, mas salta aos olhos a forma exagerada com que esses posicionamentos terminam por fazer um efeito contrário, isto é, ao invés de ampliar os simpatizantes da causas, terminam por não sensibilizar a sociedade. Não por acaso, segundo levantamento do Ibope, 60% dos brasileiros apoiam a reforma da previdência que tanto os professores e servidores da UFPB odeiam.

Mas, no fim das contas, “farinha pouca, meu pirão primeira”, diz o ditado popular. O valor médio da aposentadoria pelo Regime Geral de Previdência Social (RGPS) é de R$ 1.369,91, e o teto, de R$ 5.839,45. Já funcionários públicos do Executivo se aposentam com R$ 8.477,59, em média. E têm como teto o salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal, de R$ 39,2 mil. Um dos principais alvos dos sindicalistas é a progressividade da alíquota previdenciária, que atinge mais as faixas de renda mais altas, daí toda essa gritaria.