O Novo Start (New Start, em inglês), último tratado de controle de ogivas nucleares ainda vigente, perderá validade a partir desta quinta-feira (5), o que poderá representar a expansão dos arsenais desse tipo dos Estados Unidos e Rússia, os maiores do mundo.
Na prática, o encerramento do acordo significa a ausência de um mecanismo para conter a expansão do poderio americano e russo. Juntos, ambos os países concentram cerca de 86% das ogivas.
As superpotências costumavam seguir limitações mesmo quando os acordos perdiam validade. Como reflexo disso, o Novo Start abrange regras de todos os tratados anteriores, incluindo o de limitar em 1.550 o número de ogivas nucleares que os países poderiam ter em seus poderios militares.
O limite, por sua vez, garantiria a chamada “destruição mútua assegurada”. Isto é, mesmo após um primeiro ataque, o país atingido conseguiria contra-atacar. Esse equilíbrio pode agora ser comprometido, já que os países ficarão livres para aumentar seus arsenais nucleares.
“O mundo estará numa posição mais perigosa do que nunca”, disse o porta-voz do presidente russo, Dmitri Peskov, nesta quarta (4), ao comentar sobre o fim da vigência.
Putin chegou a propor a Trump para aumentar o tempo do contrato de vigência do acordo por mais 1 ano, o que foi ignorado pelo americano, que alega que o acordo está obsoleto enquanto flexibilizou o uso de armas táticas, usadas em campos de batalha com alcance limitado.
Apesar das fragilidades, o Novo Start conteve o ânimo de 25 países, incluindo o Brasil, que tinham programas nucleares.
Além de EUA e Rússia, China, França e Reino Unido também passaram a ser consideradas potências na produção de armamento nuclear. Posteriormente, Índia, Paquistão, Coreia do Norte e Israel, também foram incluídos à lista.
Ainda que russos e americanos liderem o ranking de ogivas nucleares, a China vem aumentando as suas consideravelmente nos últimos anos, chegando a 600.
O Departamento de Guerra (antigo Departamento de Justiça) dos EUA estima que Pequim terá capacidades iguais às de Moscou e Washington na próxima década caso não tenha controle.
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