Após três dias de ataques violentos ao Irã, os Estados Unidos parecem estar reconhecendo que esta não será uma guerra curta e fácil, como faziam crer oficiais da administração de Donald Trump antes de os céus do Oriente Médio serem tomados por mísseis, drones e caças supersônicos. Em sua primeira aparição pública desde o início dos ataques, Trump afirmou que a ofensiva contra o Irã continuará “pelo tempo que for necessário”.
O presidente americano disse que a estimativa inicial era de quatro a cinco semanas de operações, mas ressaltou que as forças americanas têm capacidade para prolongar a ofensiva.
No Capitólio, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que “os golpes mais duros ainda estão por vir” e classificou as ações como resposta a uma “ameaça iminente”.
Segundo ele, os ataques prosseguirão até que objetivos como a neutralização dos mísseis balísticos iranianos sejam alcançados.
As declarações reforçam a perspectiva de uma campanha militar de duração indefinida, em meio a questionamentos de especialistas sobre a extensão real das capacidades iranianas e os objetivos estratégicos de Washington.




