Cotidiano

Com 76% da população vivendo com mínimo, João Azevedo acumula seis cargos e tem supersalário de R$ mais de 44 mil

21 de dezembro de 2017

Enquanto cerca de 76% da população da Paraíba vive com até um salário mínimo, o auxiliar do governador Ricardo Coutinho acumulou seis vencimentos no mês de janeiro deste ano, totalizando mais de R$ 44 mil.

Um relatório produzido pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE) vem trazendo bastante embaraço para um dos mais importantes auxiliares do Governo do Estado, o secretário João Azevedo Lins (Infraestrutura). Enquanto cerca de 76% da população da Paraíba vive com até um salário mínimo, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ano base 2016, o auxiliar do governador Ricardo Coutinho acumulou seis vencimentos no mês de janeiro deste ano, totalizando mais de R$ 44 mil.

Segundo publicação do Blog do jornalista Hélder Moura, os vencimentos somados totalizam R$ 44.794,10. João recebeu, segundo o relatório do TCE, como secretário de Infraestrutura (R$ 17.725,61), aposentado da Suplan, na condição de inativo (R$ 15.156,65), como conselheiro da Cagepa (R$ 2.169,06), como conselheiro das Docas (R$ 1.506,99), conselheiro da Cehap (R$ 939,60) e, finalmente, professor do IFPB (R$ 7.396,19).

Os vencimentos acumulados pelo secretário do Governo do Estado João Azevedo, embora possam ser legais, causam espécie, especialmente num estado em que mais de 833 mil pessoas vivem em condição de miséria.

Dados do TCE apontam supersalário de Azevedo.

É bem verdade que, nos meses seguintes, João Azevedo reduziu as acumulações de seis para “apenas” cinco, conforme o relatório do TCE. No mês de outubro de 2017, por exemplo, João se mantém como secretário, aposentado da Suplan, conselheiro da Cagepa, conselheiro da Cehap e professor do IFPB. Mas, seus vencimentos, somados, vão a R$ 45.045,14.

Mesmo assim, o fato é muito contrastante quando cerca de 76% da população vive com até um salário mínimo, Conforme a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) divulgada pelo IBGE no último dia 15. Ou seja, a julgar pelos dados divulgados, enquanto João Azevedo acumulou mais de R$ 40 mil de proventos, mais de 3 milhões de paraibanos viveu com uma renda máxima de R$ 880 em 2016, ano referencial da pesquisa.