Mesmo com o estado de saúde de Bolsonaro a inspirar cuidados, o ministro Alexandre de Moraes preferiu garantir que não haverá uma tentativa de fuga. Em seu despacho ele determinou que a Polícia Militar do DF faça a vigilância da residência do ex-presidente durante a prisão domiciliar.
A decisão prevê controle rigoroso, com vistoria e registro de todos os veículos que entrarem ou saírem do imóvel, incluindo identificação de motoristas e passageiros. Visitantes deverão ser revistados e terão celulares e dispositivos eletrônicos recolhidos, para garantir o cumprimento da proibição de comunicação externa.
Mas nem todo mundo ficou feliz entre os Bolsonaro com a decisão de Moraes. O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), criticou o caráter temporário da medida, fixada em 90 dias, classificando-a como “exótica”.
O senador questionou a lógica de limitar o benefício a um período determinado, argumentando que, se o sistema prisional oferece riscos à saúde, não faria sentido o retorno após eventual melhora.




