“SUPREMO NÃO PODE SER DELEGACIA”: MARINHO REAGE A SUPOSTA RETALIAÇÃO DO STF CONTRA SENADORES

O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), um dos coordenadores da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), subiu o tom contra o Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (6). O senador reagiu à informação publicada pela imprensa de que ministros da Corte discutem estratégias para enfrentar a nova bancada pró-impeachment no Senado, incluindo, segundo reportagem, até a abertura de inquéritos. A informação é atribuída a relatos de bastidores e não foi confirmada oficialmente pelo STF.

Marinho classificou o cenário como uma tentativa de constranger o Congresso. “Ameaças como essas […] só reforçam nosso entendimento de que o Supremo precisa deixar de ser uma delegacia de polícia”, afirmou. Para o senador, é “inaceitável” que instrumentos judiciais sejam utilizados para tentar impedir o Parlamento de fiscalizar a atuação da Corte.

O parlamentar voltou a defender uma reforma do Judiciário para restringir o STF às funções de corte constitucional e restabelecer, segundo ele, “o equilíbrio entre os Poderes”. Marinho encerrou sua manifestação com uma frase de forte conteúdo político: “A população deixou claro nas urnas que não aceita mais esses abusos. Supremo é o povo!” O embate ocorre após a eleição ampliar significativamente a bancada do PL e fortalecer no Senado o grupo favorável à abertura de processos de impeachment.

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