O debate político sobre segurança pública deve ganhar intensidade nos próximos meses, especialmente com a aproximação das eleições de 2026. Levantamento exclusivo divulgado nesta segunda-feira, 6, destaca que oito dos dez estados brasileiros com as maiores taxas de mortes violentas em 2025 — considerando vítimas por 100 mil habitantes — estão sob governos com perfil mais à esquerda.
A análise, produzida pelo site Poder360 com base em dados oficiais do Ministério da Justiça, inclui registros de homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios e mortes decorrentes de lesões corporais no cálculo.
No topo do ranking aparece o Ceará, governado por Elmano de Freitas (PT), com 32,6 mortes por 100 mil habitantes, seguido por Pernambuco e Alagoas, também entre os mais violentos do país. A média das taxas nos estados comandados por gestores com perfil de esquerda ficou em 23,4 mortes por 100 mil habitantes, valor significativamente superior à média de 14,8 nas unidades federativas sob administração de governos de direita.
O estudo mostra ainda que, desde 2022, quando os atuais governadores eleitos nas eleições gerais daquele ano assumiram o comando das suas respectivas unidades da Federação, os estados com governos de direita registraram melhor desempenho nas reduções das mortes violentas. Entre os dez estados com as maiores quedas nas taxas desde então, seis são administrados por governadores de direita, três por gestores de esquerda e um por governo de centro.

Especialistas ouvidos pelo site destacam que a violência no Brasil tem sido historicamente mais intensa nas regiões Norte e Nordeste, onde se concentram muitos dos estados sob governos mais à esquerda — padrão que, segundo analistas, reflete desafios estruturais de segurança pública e desigualdade socioeconômica. Ainda assim, ressaltam, a correlação entre orientação ideológica dos governos e os índices de violência não determina, por si só, causalidade, e outros fatores locais influenciam as dinâmicas criminais.




