A sete meses das eleições, pesquisa Genial/Quaest mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparecem empatados com 41% em uma eventual disputa de segundo turno. É a primeira vez que os dois registram o mesmo índice na série histórica do levantamento. No primeiro turno, porém, Lula ainda lidera os cenários testados.
O resultado indica crescimento de Flávio Bolsonaro, que tinha 38% em fevereiro, enquanto Lula marcava 43% no confronto direto. Entre os eleitores independentes, considerados decisivos, o senador passou a liderar numericamente, com 32%, contra 27% do presidente.
O levantamento também apontou queda na avaliação do governo. Segundo a pesquisa, 51% desaprovam a gestão Lula, enquanto 44% aprovam. A percepção negativa ocorre em meio a investigações e críticas recentes ao governo, além de questionamentos sobre a situação econômica.
Nos cenários de primeiro turno, Lula aparece na frente com 37% a 39% das intenções de voto, enquanto Flávio surge em segundo lugar, com 30% a 35%, mantendo distância dos demais pré-candidatos. A margem de erro do estudo é de dois pontos percentuais.
Outros nomes testados, como Ratinho Júnior (PSD), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Eduardo Leite (PSD), registram índices menores. Entre eles, Ratinho Júnior alcança até 7%, seguido por Caiado (4%) e Leite (3%).
A pesquisa também mostra alto índice de rejeição entre os principais pré-candidatos. Lula tem 56% de rejeição, enquanto Flávio Bolsonaro registra 55%. Os demais nomes têm rejeição inferior a 40%, mas são menos conhecidos pelo eleitorado.
Outro dado do levantamento indica piora na percepção da economia: 48% dos entrevistados avaliam que a situação econômica piorou no último ano. Além disso, a pesquisa apontou, pela primeira vez, que o medo da continuidade de Lula no poder (43%) supera numericamente o receio da volta da família Bolsonaro à Presidência (42%).
Entre as mulheres, a desaprovação ao governo também passou a superar a aprovação, enquanto entre os homens a diferença negativa é ainda maior. A pesquisa ouviu 2.004 eleitores em todo o país.




