O senador Flávio Bolsonaro decidiu colocar a segurança pública no centro de sua estratégia para a disputa presidencial de 2026. De olho em pesquisas que apontam a violência como uma das maiores preocupações da população brasileira, o pré-candidato do PL lançou nesta quinta-feira (18), em São Paulo, o ‘Brasil sem Medo’, um conjunto de propostas voltadas ao enfrentamento das facções criminosas e ao endurecimento das penas para crimes violentos.
A guinada ocorre em meio à repercussão internacional da decisão do governo de Donald Trump de classificar organizações criminosas brasileiras como grupos terroristas. Aliados de Flávio avaliam que o tema abre espaço para um debate mais contundente sobre o combate ao crime organizado e o fortalecimento das estruturas de segurança do Estado. A intenção é apresentar um plano que combine repressão às facções e ampliação da capacidade do sistema penitenciário.
Entre as propostas em elaboração está o aumento do número de vagas nos presídios federais, considerados estratégicos para o isolamento de lideranças criminosas, além da criação de novas unidades carcerárias estaduais. O modelo que inspira parte das medidas é o adotado por Nayib Bukele em El Salvador, cuja política de encarceramento em massa e combate às gangues é frequentemente citada por setores da direita latino-americana como exemplo de enfrentamento à criminalidade.
No campo dos costumes e da proteção às mulheres, Flávio também pretende incorporar ao programa de governo uma proposta de castração química para condenados por crimes sexuais. A medida busca marcar posição em um momento em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva intensifica campanhas de combate ao feminicídio e à violência contra a mulher. A avaliação de integrantes da pré-campanha é que o endurecimento das punições para agressores sexuais pode dialogar com uma parcela expressiva do eleitorado que cobra respostas mais severas do Estado diante desse tipo de crime.




