A investigação que resultou na Operação Arena, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13) em cinco estados do país, começou em Campina Grande, na Paraíba, e remonta ao ano de 2022.
As apurações tiveram início a partir da atuação de pessoas físicas e jurídicas sediadas no município paraibano na comercialização de créditos de jogos online mantidos no exterior e na exploração de apostas esportivas no Brasil.
Com o avanço da investigação, os órgãos responsáveis passaram a apurar movimentações financeiras e estruturas empresariais que ultrapassavam os limites da Paraíba e envolviam empresas e pessoas em outros estados e também no exterior.
A suspeita é de que o grupo investigado tenha utilizado uma estrutura societária e financeira para ocultar a origem e a destinação de recursos provenientes de jogos de azar e apostas esportivas.
Entre as empresas investigadas está a Pixbet, que tem sede em Campina Grande. A sede da empresa foi um dos endereços onde foram cumpridas buscas nesta quinta-feira.
A investigação também alcançou a PixStar, empresa sediada em Curaçao, no Caribe. A Polícia Federal identificou pagamentos envolvendo as duas empresas e apura a finalidade das operações.
Operação chegou a cinco estados
A dimensão alcançada pela investigação pode ser observada no número de locais atingidos pela operação.
Ao todo, foram autorizados 17 mandados de busca e apreensão em 14 locais distribuídos pela Paraíba, São Paulo, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.
As medidas foram determinadas pela 4ª Vara Federal da Paraíba, localizada em Campina Grande.
Além das buscas, a Justiça autorizou medidas de constrição patrimonial que podem alcançar aproximadamente R$ 1 bilhão em bens e valores relacionados aos crimes investigados.
Operação Arena
A ação é realizada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal, Receita Federal e Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
Além de Campina Grande, mandados também são cumpridos em outros municípios paraibanos. Fora do estado, a investigação chegou a endereços ligados aos investigados em diferentes regiões do país.
Entre os alvos está o advogado Nelson Wilians, que teve um mandado de busca e apreensão cumprido em sua residência em São Paulo.
Os investigados poderão responder, conforme a participação individual identificada durante as apurações, por crimes como evasão de divisas, lavagem de dinheiro, organização criminosa e outros delitos contra o sistema financeiro nacional.




