O tempo anda quente na direita. O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) defendeu o rompimento total com o Novo após o ex-governador de Minas Romeu Zema voltar a criticar a relação de seu irmão Flávio, pré-candidato do PL, com o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Em entrevista no YouTube, Zema afirmou que “quem anda com bandido merece ser visto com cautela”. “Teria como eu aplaudir alguém que se aproxima do maior banqueiro bandido do país?”, indagou o pré-candidato do Novo. Eduardo Bolsonaro reagiu no X, afirmando que Zema queria estar no lugar do irmão e defendendo o rompimento.
As críticas do ex-governador a Flávio Bolsonaro têm gerado tensão no Novo, especialmente no Paraná e em Santa Catarina, onde a legenda tem uma relação umbilical com o bolsonarismo. Na Paraíba, o ex-ministro Marcelo Queiroga disse que não há mais clima para o Novo indicar o outro candidato a senador na chapa que será comandada por Efraim Filho, pré-candidato ao governo, e ele próprio, pré-candidato ao senado.
Como se não bastassem as polêmicas provocadas pelo irmão mais novo, Flávio Bolsonaro vem enfrentando uma dificuldade para preencher a vaga de vice em sua chapa.
O assunto, que já vinha preocupando a cúpula do PL, ficou em segundo plano com a revelação de que o senador pediu dinheiro a Daniel Vorcaro e o novo tarifaço americano.
Mas, com a data de registro das candidaturas se aproximando, o problema voltou. Pesquisas do partido mostram que os nomes cogitados até o momento pouco ou nada agregam em termos de votos. Uma corrente no PL defende que a vice seja uma mulher, para diminuir a desvantagem de Flávio no eleitorado feminino identificada pela pesquisa Genial/Quaest.




