Verão de Cabedelo deve ter lixo como cartão postal

Cabedelo corre o risco de receber o verão com um cartão-postal às avessas: lixo nas calçadas, mau cheiro e moradores cobrando o básico. Na gestão interina de Evilásio Cavalcanti (Avante), denúncias de atrasos na coleta no Poço e em Intermares acendem um alerta para o turismo e o comércio. Segundo os relatos encaminhados ao TÁ NA ÁREA, há pontos com resíduos acumulados por quase 15 dias e presença de ratos e baratas. Para uma cidade que vive também de suas belezas naturais, é uma vitrine vergonhosa.

Eleito vice na chapa de Edvaldo Neto (Avante), afastado judicialmente no âmbito da Operação Cítrico, Evilásio assumiu o comando e, com ele, a responsabilidade pelos serviços municipais. A disputa pelo retorno do titular pode continuar nos tribunais; o caminhão do lixo precisa continuar nas ruas. Interinidade não é salvo-conduto para ineficiência, muito menos justificativa para deixar o contribuinte convivendo com resíduos na porta de casa.

As queixas recebidas pelo TÁ NA ÁREA também alcançam a educação e a saúde, incluindo relatos de falta de medicamentos básicos nos postos. São denúncias que exigem apuração e respostas objetivas. A prefeitura afirma ter realizado a limpeza nos locais denunciados, conforme reportagem publicada sobre o problema no Poço. Cabe demonstrar a regularidade da coleta e esclarecer as demais reclamações: recolher o lixo depois da cobrança não substitui um serviço que funcione.

O verão se aproxima, e Cabedelo precisa de planejamento, limpeza e serviços funcionando. Se a gestão tropeça no básico antes da alta estação, como pretende atender ao aumento da demanda? Com a palavra a prefeitura e os órgãos fiscalizadores. Porque, enquanto a política disputa a cadeira, o morador não pode ficar com o lixo.

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