Quem precisar de uma simples dipirona em Mari, na Zona da Mata paraibana, pode economizar a ida às unidades de saúde. O medicamento, um dos mais básicos da rede pública, simplesmente não é encontrado. A situação também alcança o hospital inaugurado no fim de 2024, durante a gestão do ex-prefeito Antônio Gomes, que, na prática, não tem conseguido oferecer a assistência que a população esperava. Diante do cenário, muitos moradores acabam sendo obrigados a buscar atendimento em cidades como Guarabira e João Pessoa, transformando um problema simples de saúde em uma verdadeira peregrinação.
Se a consulta já é difícil, conseguir um remédio virou missão ainda mais improvável. O paciente sai da unidade de saúde direto para a farmácia particular, onde precisa colocar a mão no bolso para comprar aquilo que deveria receber gratuitamente. A ironia é inevitável: a cidade é administrada por uma prefeita chamada Lucinha da Saúde, mas, para quem depende da saúde pública de Mari, o nome parece uma piada pronta.




