Às vésperas de completar um ano, o caso dos disparos de arma de fogo contra o veículo do vereador Guguinha continua cercado de dúvidas e sem uma resposta pública definitiva à sociedade paraibana. Em contato com o TÁ NA ÁREA, o Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (SINDIPETRO-PB) cobrou das autoridades um posicionamento sobre a investigação, lembrando que, à época, o próprio parlamentar e setores da imprensa chegaram a insinuar a participação de empresários do setor de combustíveis. A associação surgiu em razão da proposta de criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), para investigar um suposto cartel no comércio varejista de combustíveis da Capital.
Na ocasião, o episódio foi tratado pelo próprio vereador como uma possível tentativa de homicídio. O veículo foi atingido por disparos, o caso ganhou grande repercussão política e provocou uma forte cobrança por uma investigação rigorosa, diante da gravidade dos fatos e do potencial impacto sobre a atividade parlamentar e a segurança pública.
O grande constrangimento, entretanto, é que, passados quase doze meses, o caso permanece sob sigilo e sem qualquer esclarecimento oficial à população. Até hoje, não se sabe quem efetuou os disparos, qual teria sido a motivação, se houve indiciamento de suspeitos, qual linha investigativa prevaleceu ou mesmo se a ocorrência foi oficialmente caracterizada como tentativa de homicídio, intimidação ou outra hipótese criminal.
Diante desse cenário, o SINDIPETRO-PB defende que a sociedade tem o direito de receber informações sobre o desfecho de um caso de evidente interesse público. Embora o sigilo possa encontrar amparo legal durante as investigações, o prolongado silêncio das autoridades acaba alimentando especulações e levantando um questionamento inevitável: não é constrangedor para a Polícia Civil, o Ministério Público e o Tribunal de Justiça da Paraíba que um episódio envolvendo disparos contra um vereador da Capital, em plena via pública, continue sem uma explicação pública quase um ano depois? A transparência, nesse caso, é indispensável para preservar a credibilidade das instituições e afastar dúvidas que persistem desde o ocorrido.




