O embate entre os ministros Gilmar Mendes e André Mendonça, do STF, durante o julgamento das prisões de Henrique e Felipe Vorcaro deixou patente até onde alguns ministros estão dispostos a ir para salvar a pele de fraudadores, milicianos, parlamentares, servidores públicos corruptos e, em última instância, as próprias peles.
No fundo, Gilmar é apenas o porta-voz de uma facção do STF para a qual ‘Estado de Direito’ é aquele que pune meu inimigo; quando pune meu amigo, é Estado policialesco.
O mesmo Gilmar que bate nas delações premiadas que foram a tônica da Lava Jato é o que aplaudiu a delação de Mauro Cid no processo que resultou na prosão do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na prática, Gilmar age com dois pessos e duas medidas.




