Ex-prefeito afunda em condenações milionárias e entra para o hall dos “fichas sujas” da Paraíba

O ex-prefeito de Cruz do Espírito Santo, Pedro Gomes Pereira, mais conhecido como Pedrito, integra hoje o nada honroso rol de gestores públicos enquadrados na chamada “ficha suja”, condição que o impede de disputar cargos eletivos nas eleições atuais e também no próximo pleito. Acumulando condenações, reprovações de contas e investigações, o ex-gestor se tornou um dos nomes mais recorrentes nas listas de irregularidades do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB).

Em maio de 2023, a 2ª Câmara do TCE-PB manteve a condenação que impôs ao ex-prefeito o débito de R$ 1.582.725,30, resultado de uma inspeção especial instaurada após denúncias de irregularidades envolvendo recursos públicos do município. O processo apontou despesas sem comprovação, especialmente em contratos relacionados à limpeza urbana, gastos com pessoal e até apresentações de banda musical. As denúncias tiveram origem, inclusive, em comunicações feitas pelo Banco do Brasil, que identificou movimentações consideradas suspeitas.

Essa, no entanto, não foi a primeira condenação enfrentada por Pedrito. Ainda em 2019, o TCE-PB já havia determinado outra devolução superior a R$ 1 milhão aos cofres públicos, em razão de saques e retiradas de caixa sem qualquer documentação comprobatória. As decisões ocorreram em grau recursal, demonstrando que o ex-prefeito tentou, sem sucesso até agora, reverter administrativamente as penalidades impostas pela Corte de Contas.

Além das sucessivas reprovações de contas, Pedrito também foi alvo de investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre supostos empréstimos fraudulentos e responde a ações de improbidade administrativa movidas pelo Ministério Público da Paraíba. E os problemas judiciais e administrativos ainda estão longe do fim: tramita atualmente no TCE-PB outro processo considerado “cabeludo”, envolvendo supostas irregularidades em despesas que ultrapassam R$ 1,6 milhão, novamente ligadas a contratos de limpeza urbana e apresentações musicais.

Com um histórico marcado por condenações, investigações e sucessivas rejeições de contas públicas, o ex-prefeito consolida uma trajetória política profundamente comprometida na esfera judicial e administrativa, cenário que o afasta da disputa eleitoral e reforça sua presença entre os gestores mais problemáticos já fiscalizados pelo tribunal estadual.

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