Confira os ‘mimos’ que ex-ministro de Bolsonaro recebia do chefão do Banco Master

Senador Ciro Nogueira (PP-PI) - (Foto: Jefferson Rudy | Agência Senado)

A Polícia Federal identificou uma série de benesses pagas pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), alvo de busca e apreensão na quinta fase da Operação Compliance Zero, nesta quinta-feira (7).

Os investigadores também identificaram que Vorcaro pagava restaurantes de alto padrão para o senador. Em um dos diálogos incluídos na decisão que autorizou a busca e apreensão contra Ciro Nogueira, assinada pelo ministro André Mendonça, um funcionário pergunta ao dono do Banco Master se era para continuar bancando as despesas dos restaurantes para “Ciro/Flávia”, e o banqueiro confirma que sim. “Depois, leva meu cartão para St. Barths”, ordenou, em referência à ilha no Caribe.

A PF apontou que Vorcaro foi o verdadeiro autor da emenda apresentada por Ciro Nogueira no Senado Federal para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), o que beneficiaria o Master.

Mendonça afirmou, na decisão, que as informações da PF “são suficientes para estabelecimento de um arranjo funcional e instrumentalmente orientado para obtenção de benefícios mútuos, extrapolando relações de mera amizade, entre o senador Ciro Nogueira e Daniel Vorcaro”.

“Nessa perspectiva, não se afigura ordinário que o mero vínculo fraternal ou a atuação política regular e legítima ensejem a aquisição de participação societária estimada em R$ 13 milhões por R$ 1 milhão ou a realização de repasses mensais de R$ 300 mil ou disponibilização gratuita de imóvel de elevado padrão e pagamento de passagens, deslocamentos e demais despesas inerentes a viagens internacionais de alto custo.”

O que diz a defesa

A defesa do senador nega irregularidades. Por meio da assessoria, Ciro afirmou que “manter diálogos por mensagens com centenas de pessoas não o torna próximo apenas por, eventualmente, interagir com elas”.

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