O PT aprovou neste domingo (26), em Brasília, um documento que propõe “mecanismos de autocorreção” do Judiciário e mudança na execução de emendas. O manifesto “Construindo o Futuro”, que norteará a campanha à reeleição de Lula, adota uma retórica de “concertação social”, buscando atrair o empresariado e setores produtivos para uma coalizão democrática contra o que o partido classifica como “a ameaça do fascismo”.
Para evitar desgastes, a legenda optou por suavizar críticas: o texto final excluiu a proposta de reforma do sistema financeiro, que inicialmente citava o escândalo do Banco Master e seus desdobramentos no Judiciário. Apesar da moderação, o documento propõe reformas sensíveis, como a alteração no modelo de emendas parlamentares – ponto de atrito constante entre o Planalto e o Congresso – e mudanças na estrutura do Judiciário via “mecanismos de autocorreção”.
Lula não foi ao evento pois se recupera de dois procedimentos médicos realizados na sexta-feira: a retirada de uma lesão no couro cabeludo e uma infiltração no punho direito para o tratamento de uma tenossinovite — um tipo de inflamação das articulações.




