Na gravação, o gestor afirmou que não praticou qualquer irregularidade, tanto à frente da prefeitura quanto durante sua atuação como presidente da Câmara Municipal, e declarou estar à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
“Venho com a consciência tranquila afirmar que não cometi nenhum ato ilegal à frente da prefeitura nem da Câmara. Permanecerei firme, à disposição para esclarecer qualquer questionamento”, disse.
Edvaldo Neto também destacou que, desde que assumiu interinamente o comando do município, buscou atuar em conjunto com órgãos de segurança para combater a atuação de organizações criminosas na gestão pública. Ele citou, inclusive, o envio de um projeto de lei “antifacção” à Câmara Municipal logo após ser eleito no último domingo (12).
Segundo o prefeito afastado, houve reuniões com o Ministério Público, o Judiciário e as polícias Civil e Militar com o objetivo de discutir medidas de enfrentamento a possíveis vínculos criminosos dentro da prefeitura.
O político ainda sustentou que os fatos investigados não dizem respeito à sua gestão interina, mas a episódios anteriores à sua chegada ao cargo.
“Os atos apurados pela Operação Cítrico ocorreram antes de eu assumir como prefeito interino. Portanto, não tive qualquer participação nesses fatos”, declarou.
Por outro lado, a Justiça da Paraíba aponta que Edvaldo Neto teria utilizado a função para dar continuidade ao esquema de contratações de terceirizadas e à inserção de pessoas ligadas à facção Comando Vermelho na estrutura pública.
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