Afastado do cargo nesta terça-feira (14), em meio a Operação Cítrico, capitaneada pelo GAECO do MP da Paraíba, o prefeito recém eleito de Cabedelo, Edvaldo Neto (Avante), negou qualquer envolvimento com facção criminosa e disse confiar na justiça para retornar à Prefeitura.
No comunicado, a defesa afirma que recebe a medida com tranquilidade e destaca que se trata de uma decisão cautelar. “A defesa do Prefeito de Cabedelo, Edvaldo Neto, vem a público esclarecer que recebe com serenidade a decisão que determinou seu afastamento cautelar, medida de natureza provisória que não implica qualquer juízo definitivo de culpa”, diz trecho da nota.
Ainda segundo o texto, o prefeito nega qualquer ligação com organização criminosa. “O Prefeito jamais manteve qualquer vínculo ou relação com facção criminosa, sendo tal imputação absolutamente inverídica e incompatível com sua trajetória pública.”
A defesa também afirma confiar no andamento do processo. “Reafirma-se a absoluta tranquilidade quanto à apuração dos fatos, certo de que, no curso regular do processo e sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, todas as circunstâncias serão devidamente esclarecidas.”
A nota destaca ainda que, na véspera da operação, Edvaldo encaminhou à Câmara Municipal um projeto de lei com foco no combate à atuação de facções. “Foi encaminhado ao Poder Legislativo Municipal projeto de lei de caráter ‘antifacção’, que visa proibir a contratação, pela Administração Pública, de pessoas que respondam a processos ou inquéritos relacionados ao tráfico de drogas e à organização criminosa.”
A defesa afirma ainda confiar na reversão da medida. “A defesa confia plenamente nas instituições e no restabelecimento da verdade, convicta de que a inocência do gestor será reconhecida ao final.”




