O vereador Wamberto Ulysses utilizou a tribuna da Câmara Municipal de João Pessoa para defender os ambulantes que, há anos, comercializam produtos dentro do Estádio José Américo de Almeida Filho, o Almeidão, e que recentemente foram impedidos de continuar trabalhando no local.
O parlamentar destacou que não se trata apenas de vendedores de amendoim, mas também de trabalhadores que vendem algodão doce, picolé, pipoca, entre outros produtos tradicionais nos dias de jogo. Segundo ele, são pequenos comerciantes que dependem diretamente da movimentação do estádio para garantir o sustento de suas famílias.
“Estamos falando de pais e mães de família que há anos fazem parte da cultura do nosso futebol. O cheiro do amendoim, o algodão doce na arquibancada, o picolé nos dias de sol — isso não é apenas comércio, é tradição e memória afetiva do torcedor paraibano”, ressaltou.
Wamberto afirmou que reconhece a importância do cumprimento das normas de segurança, organização e higiene, mas defendeu que qualquer medida precisa ser construída com diálogo. Para ele, o poder público deve atuar como mediador e buscar soluções que garantam tanto a ordem quanto a dignidade dos trabalhadores.
Durante o pronunciamento, o vereador sugeriu alternativas como recadastramento, padronização, identificação e capacitação dos ambulantes, caso sejam necessárias adequações às exigências legais. “O que não pode acontecer é fechar as portas sem oferecer uma alternativa para quem só quer trabalhar”, enfatizou.
Ele reforçou que seu mandato tem o compromisso de defender as pessoas e suas causas, especialmente aquelas que envolvem geração de renda e respeito à dignidade humana. Ao final, fez um apelo para que a administração do estádio e os órgãos competentes abram diálogo urgente com os trabalhadores, a fim de construir uma solução justa, humana e responsável.




