Enquanto o debate sobre o ajuste fiscal e a responsabilidade com o dinheiro público domina a pauta econômica, números alarmantes sobre a elite do funcionalismo público brasileiro vieram à tona. Um levantamento recente, impulsionado pelo Partido Novo, indica que o Brasil gasta 21 vezes mais com “supersalários” do que a Argentina, o segundo colocado em uma comparação regional.
Os dados, que colocam o Brasil no topo de um ranking de gastos com salários acima do teto constitucional, acendem um alerta sobre a corrupção institucionalizada e a desigualdade no setor público.
O Custo da Desigualdade: R$ 20 Bilhões
O estudo aponta que cerca de 53.500 servidores ativos e inativos recebem acima do teto constitucional (atualmente balizado pelo salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal). O montante gasto com esses pagamentos, que incluem “penduricalhos” e benefícios acumulados, atingiu a cifra de R$ 20 bilhões em 12 meses.
O cenário brasileiro é desproporcional quando comparado aos vizinhos:
- Brasil: R$ 20 bilhões anuais com supersalários.
- Argentina: 21 vezes menos que o Brasil, segundo o mesmo estudo.
- Estados Unidos: O número de servidores acima do teto é 13 vezes menor que no Brasil.
Judiciário e MP concentram custos
A maior parte do custo se concentra no Poder Judiciário e no Ministério Público, onde juízes, desembargadores e promotores receberam grande parte do montante total, com pagamentos que chegam a centenas de milhares de reais, justificados por benefícios acumulados.
O levantamento reforça que, sem uma reforma administrativa e uma limitação real dos “penduricalhos”, o Brasil continuará a ser um dos países que menos valoriza o orçamento público, priorizando a elite em detrimento dos serviços básicos à população.




